quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coliseu romano vai passar por reformas


Desde 1999, cada vez que qualquer país do mundo suspende uma execução ou elimina a pena de morte, todos os arcos do Coliseu de Roma se iluminam e ficam acesos durante a noite, uma iniciativa promovida pelas autoridades italianas, pelo Vaticano e por diversas ONGs da Itália.
Pouco restou das lembranças das batalhas navais, das lutas entre gladiadores e das execuções públicas que a cada dia eram realizadas no Coliseu, sob o olhar atento de um povo sedento de diversão, durante seus primeiros 500 anos de história.


O colosso que deu nome ao Coliseu
Também não permaneceu na região o Colosso de Nero, uma estátua de 30 ou 35 metros de altura, fabricada em bronze e dedicada ao imperador romano, que foi a encarregada de dar o apelido de Coliseu ao Anfiteatro Flavio, seu verdadeiro nome, em honra à dinastia de imperadores que ordenaram sua criação no ano 70 d.C.
Os encarregados de unir a antiguidade com os tempos modernos do século XXI são alguns homens disfarçados de soldados romanos da época que, vestidos com túnicas vermelhas e brancas, capacetes, espadas e escudos, posam nas fotos dos turistas, em troca de um euro.
A seu redor, não faltam também os pintores de rua, os vendedores ambulantes e as lojinhas de lembranças, nas quais qualquer um pode comprar ímãs para geladeira, chaveiros, esculturas e camisetas com a imagem do Coliseu, um dos monumentos melhor conservados e mais valorizados no mundo todo.
De fato, em 7 de julho de 2007 foi eleito pelos internautas como uma das "Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno", só atrás do templo mexicano de Chichén Itzá, no marco de um concurso organizado pela empresa privada New Open World Corporation.
Embora a maioria dos especialistas concordem em que é um dos monumentos melhor conservados da Roma Clássica, os desmoronamentos acontecidos em seu interior e em outros lugares da Cidade Eterna propiciaram a restauração de algumas de suas áreas.
Os trabalhos de renovação, que criaram certas polêmicas na Itália porque correm a cargo da empresa italiana de calçados Tod's, começarão no mês de setembro e terão um custo aproximado de 25 milhões de euros (cerca de US$ 36 milhões ou cerca de R$ 57,6 milhões).

As obras de restauração
Após as obras, que se estima que durem entre 24 e 36 meses, a superfície visitável do Coliseu será ampliada em 25%. Além disso, as portas do anfiteatro romano não serão fechadas durante os meses das obras, por isso que poderá ser visitado com total normalidade.
Está previsto que se inicie com a restauração das fachadas norte e sul, as galerias e o hipogeu (galerias subterrâneas).
Além disso, o sistema de iluminação de todo o recinto será melhorado e a segurança das instalações revisada, substituindo as cancelas atuais por um novo modelo mais moderno e seguro.
Também se criará um centro de serviços na parte externa do Coliseu de aproximadamente 1.600 metros quadrados, que abrigará as bilheterias, uma livraria, uma cafeteria e vários banheiros, serviços que atualmente ficam dentro do próprio monumento.
Trabalhos de restauração que pretendem que este monumento, desde 1980 declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, possa continuar sendo um ícone da Cidade Eterna e demonstrar que já não é aquele lugar que presenciou a morte de tantas pessoas como resultado dos espetáculos que promovia durante a Roma clássica.

Com informações do Terra.

3 comentários: